Dra. Márcia Voltolini

Por que falar que tem labirintite está incorreto?

Você já deve ter ouvido (ou até mesmo falado) a frase: “Não posso fazer isso, tenho labirintite!”
Apesar de ser bastante comum no dia a dia, essa expressão está tecnicamente incorreta na maioria dos casos. Vamos entender por quê?

O que é, de fato, labirintite?

A labirintite é uma inflamação no labirinto, uma parte do ouvido interno responsável pelo equilíbrio e audição. Ela geralmente é causada por infecções virais ou bacterianas e costuma vir acompanhada de outros sintomas além da tontura, como febre, perda auditiva e zumbido.

Porém, essa condição é rara e aguda — ou seja, aparece de forma repentina e não dura por longos períodos. O tratamento costuma ser medicamentoso e resolve o problema em poucos dias ou semanas.

Então por que as pessoas dizem que “têm labirintite”?

Porque, na verdade, estão se referindo a labirintopatias ou vestibulopatias crônicas — distúrbios do labirinto que causam tonturas, vertigens, desequilíbrio, náuseas e outros sintomas parecidos, mas que não são inflamações propriamente ditas.

Entre os diagnósticos mais comuns estão:

  • Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB)
  • Doença de Ménière
  • Neurite vestibular
  • Migrânea vestibular

Essas condições podem ser crônicas ou recorrentes, e requerem avaliação médica adequada, preferencialmente com um otoneurologista.

Por que é importante usar os termos corretos?

Usar o termo “labirintite” de forma genérica pode atrapalhar o diagnóstico e o tratamento adequado. Além disso, pode gerar confusão na comunicação com profissionais de saúde, levando a abordagens imprecisas.

Se você sente tontura com frequência, procure um médico especialista em otoneurologia. Só com uma investigação completa é possível saber a causa exata do sintoma.

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Dra. Márcia Dias Voltolini

Otorrinolaringologista - CRM 20927 RQE 16168

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