Você já deve ter ouvido (ou até mesmo falado) a frase: “Não posso fazer isso, tenho labirintite!”
Apesar de ser bastante comum no dia a dia, essa expressão está tecnicamente incorreta na maioria dos casos. Vamos entender por quê?
O que é, de fato, labirintite?
A labirintite é uma inflamação no labirinto, uma parte do ouvido interno responsável pelo equilíbrio e audição. Ela geralmente é causada por infecções virais ou bacterianas e costuma vir acompanhada de outros sintomas além da tontura, como febre, perda auditiva e zumbido.
Porém, essa condição é rara e aguda — ou seja, aparece de forma repentina e não dura por longos períodos. O tratamento costuma ser medicamentoso e resolve o problema em poucos dias ou semanas.
Então por que as pessoas dizem que “têm labirintite”?
Porque, na verdade, estão se referindo a labirintopatias ou vestibulopatias crônicas — distúrbios do labirinto que causam tonturas, vertigens, desequilíbrio, náuseas e outros sintomas parecidos, mas que não são inflamações propriamente ditas.
Entre os diagnósticos mais comuns estão:
- Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB)
- Doença de Ménière
- Neurite vestibular
- Migrânea vestibular
Essas condições podem ser crônicas ou recorrentes, e requerem avaliação médica adequada, preferencialmente com um otoneurologista.
Por que é importante usar os termos corretos?
Usar o termo “labirintite” de forma genérica pode atrapalhar o diagnóstico e o tratamento adequado. Além disso, pode gerar confusão na comunicação com profissionais de saúde, levando a abordagens imprecisas.
Se você sente tontura com frequência, procure um médico especialista em otoneurologia. Só com uma investigação completa é possível saber a causa exata do sintoma.



